Hoje o Brasil Reescreve Manuel Bandeira

pasargadaNão vou mais pra Pasárgada
Aqui não preciso do rei
Aqui tenho a mulher que eu quero
Aquela que sempre amarei

Não vou mais pra Pasárgada
Não vou mais pra Pasárgada
Lá eu não seria feliz
Aqui a existência é mais pura
De tal modo indiferente
Que Dilma a Louca estranha
Rainha e falsa eminente
Passou a ser inexistente
Agora que o povo vive

E como farei passeata
Marcharei como atleta
Montarei em ombro grato
Gritarei em alto coro
Tomarei sopros de gás!
E quando estiver abalado
Sento na beira da rua
Cansado me ponho a chorar
Pra libertar aquelas histórias
Que no tempo de eu menino
Ninguém queria me contar
Não vou mais pra Pasárgada

Aqui agora tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a corrupção
Tem um povo simpático
Tem saúde à vontade
Tem brasileiras bonitas
Para a gente admirar

E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar

— Aqui não preciso do rei —

Terei a mulher que eu quero
Aquela que sempre amarei
Não vou mais pra Pasárgada.

 

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