Grandes parcerias!

Agradecemos a todos os patrocinadores que ajudaram em nossa Festa de Confraternização realizada no último domingo, dia 24 de novembro.

O Grupo Escoteiro Falcão Peregrino agradece a união! Ela realmente foi forte e fez a diferença!

Bravíssimo!

Falcão Cultural

No último sábado, dia 09 de novembro de 2019, o VOAR promoveu um bate-papo a respeito dos rótulos dos alimentos. Na presença de pais, chefes e dos nossos pioneiros, aprendemos sobre o que devemos priorizar na hora de ler os rótulos para saber identificar o que estamos comendo e fazermos nossas escolhas com mais consciência. A palestrante nos lembrou os problemas de saúde que o consumo exagerado de alimentos ultraprocessados pode acarretar e nos aconselhou a evitar açúcares e gorduras saturadas e a escolhermos, sempre que possível, alimentos mais próximos dos naturais para a nossa família.

Um grato gratíssimo a todos os envolvidos da Família Falcão!

Palestra “Suicídio, estamos vivendo uma epidemia?”

Por: Daniela Marini

O GE Falcão Peregrino, contribuindo para a campanha Setembro Amarelo, sediou no último sábado a palestra “Suicídio: estamos vivendo uma epidemia?”, ministrada pela dra. Renata Imamura, médica psiquiatra e dirigente do grupo.

Os transtornos mentais não tratados, entre eles a depressão, são a maior causa de suicídio em todas as faixas etárias e classes sociais. Segundo Renata Imamura, a taxa é maior entre homens do que entre as mulheres, pois eles utilizam métodos que são mais efetivos em dar fim à própria vida. Hoje em dia 1 pessoa comete suicídio a cada 40 segundos no mundo. Esse número preocupante reforça a importância de se falar sobre um assunto muitas vezes considerado tabu.

É importante ressaltar que a depressão não é frescura ou falta de vontade. Trata-se de uma DOENÇA, com alterações significativas dos neurotransmissores e do metabolismo cerebral, comprovadas por meio de um exame específico realizado em pesquisas. O diagnóstico da depressão é clínico, feito através da análise da história do paciente, sintomas e histórico familiar. Entre esses sintomas, que devem ter duração maior que duas semanas, os mais comuns são: tristeza, apatia, ansiedade, alteração do sono, alteração do apetite, irritabilidade, sentimento de desesperança, desamparo e incapacidade, falta de memória, dificuldade de concentração, cansaço, isolamento, pensamentos de morte e, em alguns casos, ideação suicida.

O tratamento varia caso a caso, e pode ser indicada somente a psicoterapia ou pode-se aliá-la a medicamentos quando a depressão estiver causando muito sofrimento ou limitação no dia a dia do indivíduo. O importante é diagnosticar o quanto antes o quadro para que ele não evolua.

Crianças e adolescentes não estão imunes à depressão ou a qualquer outro tipo de transtorno mental. Pelo contrário, podem ser mais suscetíveis a eles. Os jovens, principalmente, apresentam mais fatores de risco, como alterações hormonais e desenvolvimento cerebral e emocional a todo vapor, próprios desta fase. Instabilidade afetiva, impulsividade, busca de identidade, de pertencimento a determinado grupo, o comportamento opositor para marcar o distanciamento dos pais, o imediatismo e a incapacidade de lidar com frustrações – muito comum nas gerações mais novas – podem ser o estopim que leva a uma atitude extremada.

Para entender a rapidez com que os jovens decidem acabar com a própria dor, Renata propôs uma dinâmica. Foram entregues a cada participante um balão e uma situação-problema real que culminou no suicídio de um jovem. A ideia era que fosse dada uma resolução para aquele conflito em 20 segundos, na perspectiva de um adolescente de, no máximo, 16 anos. Caso isso não ocorresse, o balão deveria ser estourado, e representaria o suicídio desse indivíduo. O barulho dos balões ecoou dolorosamente na sala, indicando quão impulsiva e veloz pode ser essa decisão irreversível.

Converse com seu filho, esteja aberto a escutá-lo, a perceber qualquer mudança de comportamento. Tenha empatia: o sofrimento dele é real, mesmo que o motivo possa parecer a você uma bobagem. Encoraje-o a falar sobre seus problemas, a pedir ajuda quando necessário, a participar de atividades com amigos e família, a desenvolver sua espiritualidade. São muito importantes também como parte do tratamento uma rede de suporte e o convívio social.

A prevenção também é essencial. Como pais e escotistas, devemos ajudar nossos jovens a lidar com frustrações, conviver com limites e respeitá-los, ensiná-los a ser resilientes. Estejamos atentos não somente neste Setembro Amarelo, mas em todos os outro meses dos ano. Sempre alerta!

EQUIPE DE COMUNICAÇÃO – Coordenação e edição de texto: Gláucia Viola; Apoio e relações públicas: Júlia Matsuda; Preparação e revisão de texto: Daniela Marini; Arte e texto: Fabricio Rezende.

As muitas mãos que fazem o bazar do Falcão

Por: Daniela Marini

Esta é uma daquelas histórias cheias de ternura, assim como são o coração das mães e batians que ajudaram a formar o bazar do GE Falcão Peregrino.

No início do grupo, quando a sede ainda estava sendo construída, era uma verdadeira peregrinação. As mães se reuniam a cada fim de semana na casa alguém para poderem produzir lindos panos de prato pintados e bordados. O objetivo inicial era arrecadar fundos para custear as diversas viagens dos nossos jovens: acantôs, JamCams, Jamborees.

Os artesanatos eram vendidos quando surgia uma oportunidade para expô-los em vários locais de São Paulo. As mães seguiam para as feiras com recursos próprios, sempre comprometidas a fazer o melhor possível para tornar “aquele nosso mundo” melhor. E assim foram muitas idas e vindas, muitos encontros, muitos trabalhos manuais que reuniam e fortaleciam um coletivo de mulheres já tão admiráveis.

Depois da sede pronta, uma sala foi merecidamente dedicada a elas, e as reuniões passaram a ter endereço fixo. O artesanato foi se diversificando, novas mães foram entrando para enriquecer o repertório de peças. As mães de outrora são agora avós, nossas batians. Algumas nem mais têm seus netos no grupo, mas fazem questão de irem todo sábado ajudar a confeccionar lindos panos de prato em crochê e bordado, tomar um café, bater um bom papo. E fazemos questão de tê-las conosco! São parte do que somos hoje, são a memória viva do GE Falcão Peregrino.

Hoje nosso bazar é reconhecido como um dos melhores em termos de variedade e qualidade em seu artesanato. As vendas são concentradas agora nas festas do grupo e em um ou outro evento fora da sede. O Falcão cresceu, o bazar cresceu, mas continuamos mantendo aquele mesmo amor e carinho do início em cada peça que produzimos.


Algumas das queridas batians do Falcão

EQUIPE DE COMUNICAÇÃO – Coordenação e edição de texto: Gláucia Viola; Apoio e relações públicas: Júlia Matsuda; Preparação e revisão de texto: Daniela Marini; Arte e texto: Fabricio Rezende.

Novos voos me trazem de volta ao Falcão

Por Júlia Matsuda

O que não me faltam são belas histórias no Falcão. Da adaptação aos 11 anos, da superação da timidez, das belas paisagens, das muitas amizades, de um Jamboree na Tailândia aos 16, entre tantas aventuras e amigos que duram daqui à eternidade.

Mas hoje é outra coisa. Hoje é ser mãe. Há 22 anos ingressei, há 11 anos me afastei para estudar e há 6 meses voltei para a indescritível aventura de estar nesta casa que nunca deixei de pertencer.

Confesso que fiquei nervosa e ansiosa, afinal, são experiências totalmente distintas. Meu marido logo se integrou e num piscar de olhos era chefe, sem nunca ter feito parte do Movimento. Agora, encarava outra forma de responsabilidade: o suporte. A cozinha, o administrativo, a organização. Confesso que me senti desencaixada, como se não fosse capaz de exercer esse novo papel. Mas o que há lá de tão especial para que, neste pouco tempo, já tinha me integrado à Comunicação e até tido a oportunidade de organizar o palco de uma festa?

É a habilidade deste lugar de nos dar um abraço quentinho e dizer: se você está aqui se comprometendo, é porque você é capaz. E nada mais acolhedor do que pessoas que acreditam umas nas outras!

Uma vez escoteira, sempre escoteira. Um por todos, todos por um. Sempre Alerta!

EQUIPE DE COMUNICAÇÃO – Coordenação e edição de texto: Gláucia Viola; Apoio e relações públicas: Júlia Matsuda; Preparação e revisão de texto: Daniela Marini; Arte e texto: Fabricio Rezende.